Charles Dickens e a Era Vitoriana
Inter-relações entre Literatura e História
DOI:
https://doi.org/10.51361/Abstract
Introdução: Examinam-se três romances de Charles Dickens (1812–1870) enquanto representações do cotidiano, do imaginário e da sociedade inglesa vitoriana (1837–1901), explorando-se as inter-relações epistemológicas entre o olhar literário e o historiográfico. Objetivo: Demonstrar, por um lado, como os romances não são exatamente reflexos da realidade e nem os seus conteúdos são fontes transparentes de conhecimento do passado e; por outro, demonstrar como as fontes históricas avalizadoras dos seus supostos contextos são, elas próprias, textos discursivos que também criam os seus contextos. Metodologia: “Oliver Twist” (1837), “David Copperfield” (1850) e “Tempos Difíceis” (1854) são analisados sob os aportes teóricos e metodológicos de uma historiografia (detalhada à frente) que dialoga com a crítica literária. Resultado e Discussão: O resultado indica aproximações e afastamentos entre as ilustrações literária e historiográfica dos efeitos sociais da consolidação do capitalismo moderno inglês no século XIX. Considerações Finais. Isso é importante porque incentiva o aprofundamento das reflexões sobre como textos literários, constituindo-se fontes e fatos, produzem sentidos históricos localizados, contribuindo para a discussão do tema.
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